Custeio por Absorção e Custeio Direto (Variável)

Ola  leitores! Se você está buscando entender melhor como uma empresa controla seus gastos e calcula seus preços, chegou ao lugar certo! Hoje, vamos bater um papo sobre custeio por absorção e custeio direto, dois métodos muito usados para analisar os custos de produção. Ao final, você vai descobrir quando usar cada um e como eles podem ajudar na gestão financeira. Preparado? Então, vamos lá!


O Que é Custeio por Absorção?

O custeio por absorção aloca todos os custos — tanto variáveis (como matéria-prima e mão de obra) quanto fixos (como aluguel e salários) — ao custo do produto. Esse método é essencial para empresas que precisam formar preços e cumprir as normas contábeis.

"No custeio por absorção, todos os custos de produção, sejam eles fixos ou variáveis, são incorporados ao custo do produto. Assim, a empresa consegue ter uma visão completa do custo incorrido na produção e, consequentemente, precificar de forma a cobrir esses custos e gerar lucro.”

(MARTINS, E. Contabilidade de Custos, 10ª edição, São Paulo: Atlas, 2020, p. 153)

Vantagens

  • Visão Total dos Gastos: Ajuda na precificação correta e análise de lucratividade.
  • Conformidade Contábil: Atende normas internacionais de contabilidade.
  • Decisões Estratégicas: Permite analisar a margem de lucro completa de cada produto.

Desvantagens

  • Distorções em Baixa Produção: Custos fixos aumentam o valor unitário.
  • Complexidade: Difícil alocar custos em empresas com muitos produtos.
  • Menos Agilidade: Pouco eficiente para decisões rápidas.

O Que é Custeio Direto?

Já o custeio direto foca apenas nos custos variáveis (como matéria-prima e mão de obra), deixando de fora os custos fixos. Assim, é possível analisar rapidamente quanto cada produto contribui para cobrir despesas fixas e gerar lucro — o que chamamos de contribuição marginal.

“O custeio variável é um método que associa os custos variáveis à produção, facilitando a análise da margem de contribuição e a tomada de decisões no curto prazo. Ele ignora os custos fixos na avaliação do custo do produto, o que pode ser vantajoso em determinadas situações gerenciais.”

(HORNGREN, C. T.; SUNDEM, G. L.; STRATTON, W. O. Contabilidade de Custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009, p. 245)

Vantagens

  • Agilidade: Ideal para promoções e ajustes rápidos de preço.
  • Foco na Contribuição Marginal: Facilita a análise da lucratividade unitária.
  • Simplicidade: Desconsidera custos fixos, tornando o cálculo rápido.

Exemplo Prático

Se uma camiseta custa R$ 15 em material e mão de obra e é vendida por R$ 30, a contribuição marginal será de R$ 15. Esse valor será usado para cobrir os custos fixos e gerar lucro.

Desvantagens

  • Não Aceito em Relatórios Formais: Não segue normas contábeis internacionais.
  • Visão Limitada: Inadequado para análises de longo prazo, pois ignora custos fixos.

Conclusão: Combinar é a Melhor Estratégia!

Agora que você conhece ambos os métodos, já percebeu que o segredo é equilibrar os dois. O custeio por absorção oferece uma visão estratégica e alinhada às normas contábeis, enquanto o custeio direto traz agilidade na tomada de decisões.

Com essa combinação, sua empresa pode planejar promoções de curto prazo e, ao mesmo tempo, garantir que o negócio continue saudável no longo prazo. No final das contas, o importante é usar as duas ferramentas para manter o controle financeiro e aumentar a lucratividade.


Referências

  • MARTINS, E. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2020.
  • HORNGREN, C. T.; SUNDEM, G. L.; STRATTON, W. O. Contabilidade de Custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

Até a próxima, e boa gestão de custos! 🚀



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